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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 19 de Junho de 2015


As cartas do dia são o 4 de Paus e o Hierofante (invertido).

4 de Paus

Nesta carta vemos um casal feliz, debaixo de um abrigo de verduras suspensas em 4 paus. Entre eles, mesmo por cima das suas cabeças, vemos um lanterna, que interpreto como a clareza no pensamento. Um corvo segura um trevo com o bico, trazendo sorte. Diamantes brilham, sinónimos de casamento ou união com bases sólidas. Esta carta significa que todos os planos estão a correr como deveriam e que finalmente tudo está no seu lugar.

Este dia é propício para assumir compromissos importantes ou para planear o futuro com sucesso.

O Hierofante (invertido)

 No sentido normal, esta carta representa um professor ou uma pessoa preocupada com os conhecimentos. No entanto, os conhecimentos que busca ou transmite são de ordem térrea e prática, não esotérica.

No sentido invertido, sugere uma pessoa que se encontra em frente a problemas que não consegue resolver apesar dos seus conhecimentos o permitir. Apela a ver as coisas de outra forma ou experimentar outro caminho ou outra solução. 

Conclusão:

Apesar dos planos estarem a correr bem e de nos encontrarmos numa posição que nos permite começar a planear o futuro, é importante que se olhe as coisas de outra forma para não bater com a testa na parede mais tarde. 

Analisando uma situação sobre diversos ângulos, questionando os "porquês" e todos os possíveis resultados, conseguimos encontrar a solução que melhor se adequa ao problema - e depois mais duas ou três caso o plano A corra mal. 

Paz, Luz e Amor!


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 15 de Junho de 2015

Tarde, mas cá vai...

As Cartas do dia são 4 de Ouros e o Diabo (Invertido).

4 de Ouros

O 4 de Ouros apareceu recentemente e hoje volta a aparecer.

Encontramos-nos numa posição em que não queremos abrir mão dos nossos recursos para alcançar os nossos objectivos.

Podem ser recursos materiais tais como dinheiro ou então o nosso tempo, os nossos conhecimentos e as nossas habilidades.

Isto faz me pensar numa situação em que as energias não fluem, devido a um apego insensato. É preciso deixar o fluxo seguir o seu rumo.

Esta carta transmite-me tristeza, porque a mulher que nela figura parece tão triste, tão dorida, tão inconfortável, tão magoada...



O Diabo

Para interpretar esta carta, foi necessária alguma pesquisa. O Diabo para mim é associado ao mundo material, aos desejos e aos prazeres do mundo material.

Estudantes de LaVey, ou que tenham lido um pouco sobre Satanismo LaVeyano irão lembrar-se dum famoso conceito dessa corrente de pensamento, que não consigo citar com exactidão: indulgência com disciplina. 

Esta carta fala-nos exactamente disso: indulgência, mas sem disciplina. Vemos uma pessoa entregue às suas paixões, sem noção da queda que se avizinha se não mudar o seu rumo. 

Invertida, fala-nos de uma situação perigosa ultrapassada ou de uma paixão que tenha sido superada antes que se torne uma obsessão negativa.

Conclusão:

Analisando estas duas cartas em conjunto, acho que é tempo de abrir mão do que se tem prendido de forma compulsiva. Aquilo que protegemos e resguardamos de forma obsessiva só traz estagnação. A situação na qual se encontra tem de acabar, aquela fixação pela qual nutre obsessão tem de ser libertada, até porque como podemos ver ilustrado na carta do 4 de Ouros, a mulher encontra-se numa posição inconfortável, o que protege está todo torcido e quase estragado, e o Diabo adverte-nos para essa situação.

Deixem as energias fluir, respirem, meditem, energizem-se de forma saudável. Está na hora de finalmente sair do ciclo vicioso e quebrar a prisão que nós próprios criamos à nossa volta!

Paz, Luz e Amor!

domingo, 14 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 14 de Junho de 2015

O Tarot do Dia são o Julgamento (invertido) e o Louco. 

Estas cartas fazem parte do Arcano Maior. Falam de eventos que vão além do mundano e das decisões do dia-a-dia. O Arcano maior trata de situações críticas e de mudanças grandes, de revelações importantes, de crescimento espiritual, de eventos que mudam a nossa vida ou a nossa forma de ver e ser.

O Julgamento
Nesta carta vemos um anjo por cima de água turbulentas.

Invertida, esta carta significa agarrar-se ao passado como desculpa para não seguir em frente, ou então seguir em frente mas sempre olhando para o passado. No entanto, eu não consigo olhar para esta carta dessa forma, não acho que o significado atribuído no livro faça sentido.

Na verdade, vejo um anjo a soprar numa trombeta, por cima de águas turbulentas. Relembra-me o cenário cristão do juízo final e apesar de não ser católica de todo, para mim esta carta faz-me acreditar que se avizinha um período de turbulência em que tudo o que somos será posto à prova.

Invertido, será um sinal de maiores dificuldades. Apesar das asas que temos para sobrevoar as águas, iremos cair nelas de cabeça. Habitualmente não faço previsões negativas e tento manter sempre uma previsão de esperança mas com esta carta, tal não acontece.

O Louco

Para contrabalançar o negativismo que me foi transmitido pela carta do Julgamento, vem a carta do Louco. Louco este que mesmo na beira do precipício, atira cartas ao chão, dançando. Tudo ao seu redor fala de viagem - a lâmpada é uma guia na escuridão, o seu saquinho representa todas as ferramentas que serão necessárias, o seu cão protege-o e alerta-o. Num canto, vemos um sinal a dizer "The Journey Home", "Uma viagem para casa", que o Louco ignora, na sua dança.

Encontramos-nos numa encruzilhada. Opções e caminhos não faltam, mas tomar a decisão certa é o mais complicado, até porque o nosso lado mais lógico nos avisa contra cometer loucuras e nos diz para ouvir a razão. O Louco, aconselha-nos o oposto; seguir o coração e talvez o caminho mais irracional, baseando-se na intuição e tendo fé nas nossas capacidades e no Universo.

Conclusão:

Apesar de estarmos a entrar num período complicado e turbulento, podemos contar com nós mesmos para tomar as decisões certas. É preciso confiar no nosso coração e nos nossos sentimentos, e ouvir a voz do mundo, como diz um amigo meu; a voz que sussurra quando estamos no caminho certo e que nos indica o caminho a seguir, por mais louco e arriscado que seja.

Mais uma vez, sem medos! Arrisquem, atrevam-se! O prémio da vida é a jornada, não o destino! Até que porque se realmente mergulharem nas águas turbulentas, a única coisa que vos permitirá distinguir a superfície das profundezas será aquela pequena voz do vosso coração, a voz do mundo...

Paz, Luz e Amor!

sábado, 13 de junho de 2015

Diário de Tarot - Sobre a leitura das cartas


Bom dia!!

Com estas tiradas que tenho feito diariamente, comecei a ganhar mais facilidade em lidar com as cartas e captei alguns aspectos importantes.

Primeiro, as cartas que saltam fora do baralho na maioria das vezes têm de ser tidas em conta pois são uma informação que as cartas simplesmente NÃO QUEREM que passe desapercebida. Habitualmente essa carta dá indicações sobre algo que governa a situação, as energias predominantes da situação sobre a qual se está a consultar.

Segundo, uma tirada de duas cartas (três se incluirmos a potencial carta que cai fora) é mais prática do que uma tirada de uma só carta pois permite ter uma ideia da situação actual e do caminho a seguir. Por exemplo, nas minhas tiradas diárias, a primeira carta reflecte a situação actual e a segunda carta fala das acções a tomar ou do possível resultado da situação.

Por fim, encontrei no Tarot uma conexão profunda. É muito mais intuitivo que as runas e muito mais preciso nas respostas (pelo menos para mim). Ainda não consigo fazer leituras mais complexas (bem tentei) porque são demasiados significados novos de uma vez (para 5 ou mais cartas por exemplo) mas acho que breve vou poder começar a trabalhar com assuntos mais complexos e elaborados.

Estas foram as minhas conclusões iniciais. Estou a adorar esta experiência!

Paz, Luz e Amor!

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 13 de Junho de 2015


Bom dia, Luas e Sóis!

As cartas para o dia de hoje são três: o 5 de Espadas (saltou fora), o 10 de Copas (situação actual) e a Morte (conselho das cartas).

5 de Espadas
5 de Espadas
O Naipe de Espadas fala-nos de desafios. Nesta carta podemos ver uma mulher entre 4 espadas e uma no colo, enquanto duas outras mulheres correm em direcção a um barco.

Esta carta transmite uma sensação de frustração. Enquanto umas pessoas partem alegremente para novos rumos, outras ficam encurraladas com os seus problemas, presas nas situações que as rodeiam.

Essas situações tornam-se pesos que nos impedem de fluir e avançar para o nosso propósito. São situações que nos mantém presos apesar de não ter correntes, cadeados e barras a proibirem-nos de alcançar a liberdade.

Segundo o livro, o 5 de Espadas é uma carta que fala de conquistas sem olhar a meios, no entanto não consigo adoptar esse significado para esta carta. A minha intuição não aponta para esse sentido por isso não irei definir esta carta como tal e irei manter o significado que deduzi.

10 de Copas
10 de Copas

O 10 de Copas é simples de interpretar. 

Um casal, um arco-íris, um filho e um castelo - todos os aspectos que compõem uma vida familiar próspera e feliz. 

O número 10 é um número maduro, que significa também uma situação madura, associado ao Naipe de Copas que domina as emoções e os relacionamentos.

É uma situação boa, agradável e confortável.






A Morte
A Morte

A Morte, como já tinha sido referido noutra tirada, fala de uma libertação, de um novo começo. Fala de deixar uma situação confortável para renascer para outra realidade.

Esta "morte" pode ser o fim abrupto de uma situação (tal como um emprego, um namoro, um período da vida) para iniciar outra fase. Pode também ser uma libertação duma situação nociva.

A vida é feito de fins e recomeços, um eterno ciclo associado ao infinito - é composto de uma infinidade de pequenas mortes e de renascimentos.

É esse o propósito da vida - a jornada, não o destino.






Conclusão:

Se não fosse pela carta do 5 de Espadas, diria simplesmente que uma situação confortável está prestes a chegar a um fim abrupto. No entanto, não pode ser. Com o 5 de Espadas, tudo se altera. Uma situação que aparenta ser positiva, boa e confortável é na realidade uma prisão dourada, um peso, algo que nos impede de alcançar mais e melhor por estarmos presos nessa situação. A Morte apela para nos libertarmos e ousarmos! Para ousarmos nos libertar, custe o que custar, e alcançar a libertação que procuramos.

Paz, Luz e Amor!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 12 de Junho de 2015


Bom dia!

As cartas do dia são o 2 de Ouros e o 4 de Ouros. Hoje as cartas falam-nos de dinheiro e recursos materiais.

2 de Ouros
Uma mulher vestida de branco faz malabarismo com os pentáculos. Ao longe, barcos navegam num mar turbulento. O céu azul, ao longe, simboliza o fim da tempestade.

Esta carta significa que apesar dum período mais atribulado com imensas tarefas para cumprir, se o tempo for bem gerido, tudo será concluído com sucesso.

As coisas podem parecer perigosas ou desafiantes, mas com calma, flexibilidade e concentração, tudo se consegue fazer.







4 de Ouros
Uma mulher encontra-se sentada no chão, numa posição protectora, agarrando-se ao pentáculo que tem nos braços. Em seu redor, outros pentáculos se encontram dispersos, distorcidos.


Esta carta fala-nos de recursos mal aproveitados, até por medo de os desperdiçar. Agarrando-se com ao força ao que tem, sem abrir mão das suas posses, é complicado investir esses recursos quando são necessários. 

Conclusão:

Numa conjugação das duas cartas, deparamos-nos com uma situação em que apesar de ter imensos projectos e tarefas que requerem esforços e recursos, não estamos dispostos a abrir mão daquilo que já conquistamos para conseguir cumprir o que temos de cumprir. Se uma carta nos pede flexibilidade, a outra nos avisa que não somos tão flexíveis quanto deveríamos ser.

Assim, este é um apelo a perder o medo e a atrever-se a arriscar, pois só focando nos nossos objectivos (e até saindo da nossa zona de conforto) é que conseguiremos investir o nosso ser noutro propósito que o actual ao qual nos agarramos desesperadamente.

Arrisca, com a mente focada! Sem medos!

Paz, Luz e Amor!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 11 de Junho de 2015

Bom dia!

As energias do dia hoje são muito positivas! As duas cartas são o Sol e o 3 de Copas.

Sol
Vemos um mulher pálida, vestida com um casaco de Inverno, quente e peludo.

Ela estende a mão para os raios do Sol, para o calor do Sol, de forma a se aquecer.

Acabou o Inverno e começou o Verão, acabaram os tempos austeros e começa a alegria, o regozijo e a boa disposição!

Traduzindo um excerto do livro:

"O Sol traz um simples mensagem de alegria. Após passar por uma longa e escura viagem numa busca espiritual, finalmente emerge na luz. Toda a sua procura, as suas viagens e os seus esforços sinceros dão fruto."


3 de Copas

Mais uma vez, pelo segundo dia, uma carta de copas, que nos fala de emoções. A carta tem uma energia positiva; mulheres a dançar, um arco-íris... São dois factores que transmitem o significado positivo desta carta.

Apela à reconciliação entre namorados, amigos ou familiares; fala nos também de união e entreajuda.

Conclusão:

Após as cartas um pouco negativas do dia de ontem, encontramos a reconciliação e a resolução dos problemas. Talvez nem seja uma reconciliação com o namorado, talvez a perda de um parceiro seja apenas o significado de reaproximação com outros amigos ou do apoio das pessoas importantes na nossa vida para superar as situações com as quais nos deparamos.

De qualquer forma, a mensagem de hoje é positiva e transmite uma grande esperança.

Desejo a todos um óptimo dia!

Paz, Luz e Amor! :D

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do dia: 10 de Junho de 2015

Boa tarde!

As cartas do dia são o 2 de Copas (invertido) e Os Apaixonados. Nota-se logo que as energias de hoje serão relacionadas com relacionamentos, devido à aparição conjunta do Naipe de Copas com a carta dOs Apaixonados.

2 de Copas (invertido)
Uma carta de copas com o número 2 associado só podia representar uma coisa: uma parceria entre duas pessoas, neste caso, um namoro ou uma amizade.

Interpretei a carta de forma muito literal: o homem segura um cálice elevado para o céu, para o qual olha. A mulher fixa o olhar no cálice segurado pelo homem, deixando o seu transbordar. No centro da carta, encontra-se um símbolo dourado (que me lembra o kundalini), sinónimo de algo que o casal construiu. Na forma direita, esta carta simboliza um relacionamento muito agradável e positivo.

No entanto, neste caso encontra-se invertida - um relacionamento que aparenta ser positivo na realidade tem um vazio, falta algo.

Segundo o livro, um relacionamento que tem tudo para resultar na realidade não está a funcionar bem.

Os Apaixonados

Nesta carta, vemos um casal de pedra, numa posição de união mas no entanto separados por uma espada num cálice. Esta analogia fez-me pensar em união espiritual, na união do Deus e da Deusa através do athame e do cálice. No entanto, vê-se uma espada e não um athame - existe uma separação no casal ao invés de uma união.

Outro significado desta carta aborda um aspecto mais espiritual, em que o subconsciente, o consciente e o nosso Eu Superior estão em conflito. Uma decisão tem de ser tomada, mas tem de ser tomada com o coração!

Conclusão: 
As cartas de hoje apelam a um relacionamento (amizade ou namoro) que está em crise apesar de parecer que as coisas não estão assim tão mal. É necessário reflectir sobre essa situação e fazer uma escolha com o coração: desistir, lutar, partir ou ficar? Tudo isso depende do dilema no qual se encontrar. Nisso, apenas o seu coração poderá dar a resposta acertada...

Eu já fiz a minha escolha! 

Paz, Luz e Amor!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Diário de Tarot - Tarot do Dia: 9 de Junho de 2015

Bom dia!

Hoje não me saltou carta do baralho mas decidi tirar duas para lê-las em conjunto.

As duas cartas que saíram foram o Rei de Ouros (já é a segunda vez que me aparece em três dias, haverá algum significado?) e a Morte.

Rei de Ouros


A carta das conquistas e dos objectivos alcançados. A preservação daquilo que se conquista. Conforto e prosperidade alcançadas à custa de esforço e trabalho. Esses são os significados do Rei de Ouros.

Sempre que vejo esta carta, sinto um profunda sensação de serenidade, vejo um guerreiro que lutou com garra e alcançou os seus objectivos, independentemente de tudo o que ele deixou pelo caminho.

É com orgulho que este rei atingiu o fim do seu ciclo, à custa do seu esforço e dedicação, e encontra-se agora a proteger as suas posses, a proteger os frutos do seu trabalho.





A Morte

Se não tivesse já associado a Morte ao renascimento e aos fins que proporcionam novos inícios, teria entrado em pânico.

No entanto, apesar do nome "assustador", a carta da Morte representa exactamente aquilo que disse: o fim de uma situação (relacionamento, emprego, amizade...) que uma vez ultrapassado, irá proporcionar uma nova oportunidade.

Apesar de todos os fins e todas as perdas com as quais nos deparamos ao longo da nossa vida, ela continua sempre. A Morte é passageira.

Podemos ver uma figura que se eleva no céu, de braços abertos não porque se eleva a voar mas sim porque se sente libertada dos limites que lhe eram impostos pela situação na qual vivia.

Ao morrer, deixou para trás o passado (simbolizado pela criança). Podemos ver a caveira, da qual nasce uma rosa branca. Atrás da Morte, vê-se uma árvore com folhas (ou estão a murchar, ou a brotar).

Conclusão:

Pela segunda vez, saiu-me o Rei de Ouros num espaço curto. Qual a importância desta carta? Será uma pessoa? Ou será apenas a indicação de que o conforto oferecido tem de deixar lugar a um conforto conquistado?

De qualquer forma, ao analisar estas duas cartas em conjunto, vejo uma situação estagnada e parada. Apesar de confortável, a situação já amadureceu e chegou ao seu fim. Já não serve, já não permite avançar. Por isso a nossa zona de conforto tem de "morrer", para passarmos por essa transição e finalmente nos elevarmos em direcção a um novo rumo. Essas são as energias de hoje; um final por um renascer.

Do que precisa desistir para alcançar aquilo que o fará crescer?

domingo, 7 de junho de 2015

Diário de Tarot - Entrada #1

O que devo saber neste momento?

Coloquei esta pergunta simples para a minha primeira experiência com Tarot. O meu objectivo era tirar apenas uma carta, mas o Pajem de Ouros saltou fora do baralho enquanto baralhava e acabei por tomá-lo em conta na leitura também.

Imediatamente, associei o Pajem e o Rei ao presente e ao futuro. De alguma forma identifiquei-me pessoalmente com o Pajem, e vi no Rei a postura que eu iria adoptar no futuro. Após esta identificação intuitiva, procedi ao exercício que descreviam no livrete de acompanhamento: tentar decifrar os significados das cartas pelas imagens nelas contidas. De seguida fui ao livro consultar os significados e achei que coincidiam e faziam sentido.

Antes de entrar na explicação dos significados das cartas, queria falar da situação que mais me ocupa a mente neste momento. Vou sair de casa brevemente, não tenho emprego (apesar de ter distribuído currículos, é esperar agora), não tenho onde ficar (ainda) e tenho pouco menos de um mês para resolver o assunto. Só tenho umas poupanças e é nisso que me vou apoiar nos primeiros tempos, mas se não arranjar sustento rapidamente, vou ficar em maus lençóis. Por isso comecei a cobrar as tiradas de runas e todos os outros serviços do blogue - não tenho alternativa. De qualquer forma, adiante!

O naipe de Ouros no Tarot, como referi no meu último post, é direccionado para assuntos mundanos e terrenos, envolvendo dinheiro, criações e posses materiais. Quando vi que as duas cartas eram relacionadas com dinheiro, percebi imediatamente que se referiam à situação predominante da minha vida neste momento.

Procedendo às interpretações :)

PAJEM DE OUROS

Na minha interpretação pessoal, associei o Pajem de Ouros à frescura e ao início de uma situação. Este factor foi salientado pelo céu que me lembrava as cores do amanhecer e o verde da capa do pajem (simboliza esperança). Associei a rosa a algo bonito e delicado, e a borboleta a algo também delicado, uma transformação. Em conclusão, toda esta carta me falava de um início e de juventude, de ingenuidade até um certo ponto. Identifiquei-a como sendo eu no presente: jovem, cheia de sonhos e de esperança, a tentar alcançar uma vida melhor pelos meus próprios meios.

Fui então ler a definição do livro, e esta variava ligeiramente da minha interpretação, apesar de estar próxima. A pajem (é uma rapariga, segundo o livro), está a admirar o produto que criou, com orgulho. É uma figura trabalhadora que se preocupa em ganhar dinheiro de forma honesta. É ainda criativa e perspicaz nas suas soluções para os seus problemas monetários - busca sempre uma forma de aumentar ou completar o seu rendimento. 

Definição geral desta figura, pesquisada na net: "Essa é a marca do Pajem de Ouros: um dedicado aprendizado que, bem estruturado, planejado e orientado, pode resultar em grandes benefícios.

     Esse arcano também nos fala de novidades, de notícias a respeito de saúde, dinheiro, trabalho, estudo. De ofertas de trabalho e de treinamento em novos empregos; de oportunidades nascentes, tipo investimentos seguros de capital, de se fazer dinheiro."1

Em outros termos, eu a tentar sustentar-me com o Paganismo Livre e outros projectos laterais.

REI DE OUROS

Esta figura saiu na tirada e associei-a a mim num futuro próximo.

Nota-se logo a tremenda diferença entre a jovem pajem e o maduro rei. A postura mudou - a pajem estica os braços numa posição de oferta enquanto o rei os tem cruzados numa posição de defesa ou imposição. A capa verde foi trocada por cores sóbrias. O castelo foi conquistado e com orgulho o rei está sentado no seu trono, no lugar que conquistou. A cara dele, séria, demonstra que passou por muito mas que alcançou o que queria. Serenidade e experiência, conquistas alcançadas, riqueza que por fim é dele.

No livro, o rei de ouros é descrevido como um rei que se senta no meio da sua abundância. Criou uma casa forte e linda da qual se orgulha, uma casa que protege de forma a não prejudicar a sua estabilidade e segurança.

É um rei prático e muito trabalhador, governado pelo senso comum, que alcançou os seus objectivos.

Definição geral desta figura, pesquisada na net: "O exemplo real do Rei de Ouros é a daquele sujeito que, através de muito trabalho, conseguiu amealhar uma respeitável condição econômica que lhe permite viver com muita tranquilidade e usufruindo de todos os confortos que a vida tem a lhe oferecer."2

Por outras palavras, eu conseguindo alcançar os meus objectivos, por mais dificuldades que se possam atravessar no meu caminho.

E com isto, posso dizer que sinto que estou no caminho certo, tanto na leitura do Tarot como nos meus restantes empreendimentos. 

Estão à vontade para dar as vossas opiniões ou orientarem-me se tiverem outra interpretação para estas cartas. Estou extremamente entusiasmada com o Tarot e despertou-me uma faísca muito especial no coração.

Paz, Luz e Amor!
____________________________

1. http://alextarologo.blogspot.pt/2010/01/carta-do-dia-pajem-de-ouros.html
2. 
http://alextarologo.blogspot.pt/2010/01/carta-do-dia-rei-de-ouros.html

sábado, 6 de junho de 2015

The Mystic Dreamer Tarot

Boa tarde!

Para acompanhar as energias de movimento deste mês, decidi fazer uma limpeza profunda para remover todas as energias estagnadas do meu cantinho.

Descobri uma surpresa agradável que tinha guardado há mais de um ano. Recebi esta beleza de prenda de anos há um ano atrás. O que é esta coisa, perguntam vocês?

Chama-se “The Mystic Dreamer Tarot” e é um baralho de Tarot lindo! Ao ver as imagens associadas a ele, percebe-se a magia e o mistério que o envolvem. As cartas têm um aspecto dramático e místico, lindamente ilustrado. Nunca usei Tarot na minha vida, e este baralho parece ter uma vertente muito mais intuitiva do que o Tarot tradicional. No livro de acompanhamento, a criadora deixa entender que apesar de ser um baralho com um aspecto onírico e etéreo, os significados das cartas são baseadas nas do Tarot clássico.

Toda a informação que vou dar aqui foi retirada do livrinho de acompanhamento.

Do que é composto um baralho de Tarot?

O baralho é composto por 78 cartas.

Dessas cartas, 22 representam os Arcanos Maiores. Os Arcanos Maiores representam segredos importantes e mensagens espirituais, relacionando-se com eventos de maior importância na nossa vida.

As restantes 56 cartas compõem o Arcano Menor e representam situações do dia-a-dia. Dividem-se em 4 naipes:
  • Paus – Associado ao elemento de fogo e às nossas paixões e motivações assim como a carreiras e projectos
  • Copas – Associado ao elemento de água e lida com assuntos relacionados às emoções, criatividade e relacionamentos.
  • Espadas – Associado ao elemento de ar e lida com o intelecto, o pensamento racional, problemas e desafios.
  • Ouros – Associado ao elemento da terra e lida com assuntos materiais tais como o nosso dinheiro, os nossos recursos, corpo e saúde.
Tal como os baralhos de cartas de jogo, os 4 naipes são compostos por um Ás, cartas de 2 a 10 tendo ainda 4 figuras da corte real: um servo, um príncipe, uma rainha e um rei.

Que tipo de leituras se pode fazer com um baralho de Tarot?

Desde leituras gerais a leituras mais exactas, com respostas mais específicas de “sim ou não”. Podem envolver pessoas (na forma das figuras) ou elaborar o resultado para duas opções diferentes numa mesma leitura. Ainda ouvi falar sobre determinar um intervalo de tempo com as cartas do Tarot. Parece-me abrangente e extremamente versátil.

Qual a diferença entre as runas e o Tarot?

Uma das limitações que tenho encontrado com as runas é que elas são usadas sobretudo para aconselhar e indicar soluções. Quando me fazem uma pergunta de “sim ou não”, é complicado eu dar uma resposta porque simplesmente não funciona assim (pelo menos para mim, acho que não é o mais apropriado). Com as runas, uma runa pode ter dois ou três significados, o que torna a interpretação mais complicada, já que também são apenas 24 runas.

O Tarot envolve assuntos mundanos com precisão, enquanto que as runas focam-se mais nos aspectos crus da vida, o que não é de forma nenhuma negativo.

O Tarot foi criado (se não me engano) na Europa medieval com as suas cortes e riquezas, cuja realidade era completamente diferente da realidade dos nórdicos ancestrais cujo misticismo era aplicado à sobrevivência pura. Esta última observação é pessoal, pode estar certa ou não, mas é a minha interpretação das coisas.
Com isto tudo, decidi aprender a usar o Tarot para poder alargar os meus conhecimentos e ajudar de forma mais adequada todos aqueles que a mim pedem ajuda. Por enquanto ainda não irei fazer leituras para o público mas logo que terei mais prática e à vontade, irei disponibilizar essa alternativa.

Paz, Luz e Amor!

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